Lembro de um tempo em que os casais se queixavam do chamado "tédio conjugal", que hoje é cada vez mais raro. Supostamente nos livramos uns dos outros antes que o tédio nos reúna em torno do seu abismo. O que não nos apercebemos é que tudo que conseguimos aqui foi somente inverter a ordem temporal das coisas. Hoje, com cada vez mais frequência, o tédio chega antes do amor, e dá a este sua lei: "Tanto faz. O que há de novo?".
1 comentários:
Dada a anotação seguinte, é útil dar maior precisão aqui às palavras. Aqui por "amor" estou tratando do amor romântico. E o tédio, ao que parece, é qualquer coisa que nasce das profundezas do Amor puro, em sua brutal incompreensibilidade.
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