sábado, 23 de julho de 2011

Lembro de um tempo em que os casais se queixavam do chamado "tédio conjugal", que hoje é cada vez mais raro.  Supostamente nos livramos uns dos outros antes que o tédio nos reúna em torno do seu abismo.  O que não nos apercebemos é que tudo que conseguimos aqui foi somente inverter a ordem temporal das coisas.  Hoje, com cada vez mais frequência, o tédio chega antes do amor, e dá a este sua lei:  "Tanto faz.  O que há de novo?".

1 comentários:

françois disse...

Dada a anotação seguinte, é útil dar maior precisão aqui às palavras. Aqui por "amor" estou tratando do amor romântico. E o tédio, ao que parece, é qualquer coisa que nasce das profundezas do Amor puro, em sua brutal incompreensibilidade.